Unidade 1: Rua dos Alpes, 603 – Santo André – SP – RE 7685
Unidade 2: Alameda Terracota, 185 – Torre Park – Conj. 623 – Espaço Cerâmica-São Caetano do Sul – SP – RE7681

Central de Atendimento:
(11) 4130-8776
(11) 4509-4450

ABA significa Análise do Comportamento Aplicada (do inglês Applied Behavior Analysis) e refere-se a um tratamento baseado em princípios científicos que tem sido identificada mundialmente como uma das formas mais eficazes na intervenção com indivíduos diagnosticados com autismo (TEA).

Essa área do conhecimento está centrada na análise, explicação a associação entre ambiente, comportamento humano, desenvolvimento e aprendizagem. Uma vez que o comportamento é analisado, um plano de ação/intervenção é elaborado para modificar os comportamentos e progredir com o individuo na escala de desenvolvimento.

 

A utilização da ABA requer a elaboração de uma estruturação do ensino, com objetivos claros e intervenções individualizadas, adequado às necessidades de cada indivíduo; um ensino basicamente intensivo com sessões que levam em média 30 a 40 horas semanais.

As sessões em geral são realizadas de um-para-um, ou seja, o indivíduo juntamente com o professor/terapeuta ou aplicador do programa. O ambiente é estruturado de forma a torná-lo agradável a criança, rejeitando punições e “premiando” o comportamento desejado.

Além disso, são definidos procedimentos de ajuda para evitar ao máximo o contato da criança com o erro. De acordo com os resultados objetivamente medidos, progressos e dificuldades da criança o procedimento de ensino pode sofrer alterações.

Na intervenção ABA o profissional elabora um plano de intervenção que depende de cada indivíduo, mas geralmente é amplo; incluindo habilidades acadêmicas, de linguagem, sociais, de cuidados pessoais, motoras e de brincar. O intenso envolvimento da família e da escola no programa é uma grande contribuição para o seu sucesso, uma vez que possibilita o aumento da intensidade da intervenção.

O plano de intervenção e as formas de ensino envolve uma avaliação rigorosa baseada em protocolos padronizados de avaliação, análise funcional dos comportamentos clinicamente relevantes (agressivos, autolesivos, estereotipados) que constituem barreiras comportamentais para o progresso no desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social do individuo, o planejamento das intervenções sistemáticas em equipe multidisciplinar, o acompanhamento do individuo em situação escolar por meio da mediação escolar realizada por um acompanhante terapêutico, a orientação a pais realizada na residência da criança ou na clínica para que os pais (mediadores das relações do individuo com o ambiente) possam realizar as generalizações do tratamento realizado no ambiente clínico para outros espaços e situações.

A avaliação inicial do desenvolvimento e comportamentos apresentados pelo indivíduo nos permite identificar quais habilidades já estão bem desenvolvidas, quais habilidades precisam ser aperfeiçoadas e até mesmo quais ainda precisam ser ensinadas desde o princípio. Cada habilidade que pretendermos ensinar ao indivíduo irá compor um programa.

Estes programas juntos formarão o currículo de ensino nomeado como Plano Individual de Ensino e Tratamento (PIET). Alguns programas estão voltados para ensinar habilidades muito básicas que chamamos de pré-requisitos. Eles são considerados básicos porque não há necessidade de habilidades anteriores para sua aplicação e porque eles servem de base para aprendizagem de outras habilidades nomeadas como complexas. Os programas pré-requisitos que usaremos neste momento envolvem as habilidades de sentar, esperar, atender ao nome, estabelecer contato visual, tocar na mão de outra pessoa (toque aqui), realizar rastreamento visual, ter atenção a estímulos, realizar imitação com e sem objetos.

Porém, esse ensino é gradual e realizado em pequenos passos, a forma como vamos ensinar, pode ser através de Tentativa Discreta ou Ensino Incidental.

No procedimento de ensino por tentativa discreta, o ambiente de aplicação do programa é controlado e estruturado, ou seja, o procedimento é aplicado de acordo com planejamento sistemático. No procedimento de ensino incidental, aproveitamos oportunidades do dia-a-dia para ensinar habilidades para o indivíduo. Também pode-se criar condições para que uma atividade não tão corriqueira aconteça, como uma brincadeira ou uma tarefa doméstica, para aproveitá-la como oportunidade para ensino incidental. Por exemplo, podemos aproveitar que a criança vai fazer um lanche ou almoçar para fazer ensino incidental da resposta de sentar.

 

É muito importante reforçar as respostas corretas, tanto no treino por tentativas discretas quanto no ensino incidental.

Além das habilidades pré requisitos de desenvolvimento que são sistematicamente ensinadas aos indivíduos com autismo durante o tratamento, faz-se necessário também estabelecer programas de intervenção comportamental no manejo dos problemas comportamentais graves (Severe Behavior Problem – SBP) tais como comportamentos autolesivos, heterolesivos, birra, estereotipia motora e vocal. Nestes casos, a ABA tem como objetivo a diminuição da emissão desses comportamentos e o aumento de comportamentos socialmente considerados adequados visando a melhor inclusão social e educacional do indivíduo.

Para que o programa se efetive é necessário o trabalho em conjunto realizado por uma equipe multi e interdisciplinar coordenados e alinhados nos objetivos do programa de tratamento desta criança, além das intervenções junto aos pais e escola do individuo.

As orientações a pais são sistematicamente desenvolvidas iniciando com um treinamento para aplicação dos procedimentos da ABA no lar e em outras situações, seguindo para a observação e descrição sistemática de comportamentos realizadas pelos pais/cuidadores do indivíduo e então um programa de intervenção junto aos pais/cuidadores é montado e sistematicamente monitorado pela equipe de atendimento realizado ao indivíduo com autismo.

Na escola são realizadas visitas frequentes e o objetivo é promover a inclusão escolar e social do individuo no ambiente escolar. Para tanto, um acompanhante terapêutico ou auxiliar de ensino poderá ser requerido visando a intermediação entre a criança e as exigências do ambiente escolar. O auxiliar tem a função de adaptar materiais de ensino visando a aprendizagem dos conteúdos escolares, orientar professores e demais agentes educativos no trato e manejo dos comportamentos problemas apresentados pelo indivíduo autista e mediar relações sociais para que o indivíduo com autismo possa desenvolver na escola (espaço social) habilidades sociais e comunicativas na interação com seus pares.